AHTEIA

 

 

        Surge uma nova perspectiva artística diante de pesquisas e vivências de Emerson Calado e Márcia Gelape. Juntamente com Tonino Arcoverde, Joaquim Izidro e Noemi Gelape concretiza-se a formação de uma teia de conhecimentos e experiências individuais. Cada um traz consigo sua arte e sua origem que compõe um mosaico inovador, dando vida a banda e ao espetáculo Ahteia.

    O espetáculo de música, teatro e dança, torna-se a prova viva da similaridade cultural, a verdadeira possibilidade de mesclar linguagens, agregar conceitos de diferentes origens. A união dos músicos do Nordeste brasileiro com o teatro e dança em Minas, remete a similaridade cultural entre os dois estados devida aos processos de migração dos sefarditas que chegam até Minas Gerais, tornando-o o estado no mundo com maior número de descendentes de sefarditas.

     Tonino Arcoverde tem sua referência pessoal naquela região do sertão do Moxotó onde Lampião refere-se como a fronteira de seu estado, Rio Branco, antigo nome da cidade de Arcoverde. Emerson Calado tem em seu sangue os índios Xucuru, de Pesqueira, agreste de PE, tornado-se um silêncio inquieto em busca de palavras que encontra nos sons dos tambores. Joaquim Izidro, natural da região do Cariri, carrega consigo toda a saga religiosa nas suas poesias, herança geográfico- afetiva do Caldeirão de Santa Cruz do Deserto. Marcia Gelape descendente dos sefarditas de Morro Vermelho- MG, local de início da Guerra dos Emboabas e palco da primeira eleição direta das Américas, tem sua arte totalmente influenciada pelo espírito revolucionário e autêntico, juntando coragem de inovação com respeito às tradições familiares.

    Através das várias linguagens que possuímos buscamos a limpidez da origem delas através da história do sertão brasileiro, que pelos seus processos imigratórios e migratórios, acabou nos proporcionando um banco de dados para a pesquisa da origem de nossas crenças e nossos costumes. Homenageamos povos que foram perseguidos pela inquisição, pelos coronéis e pelos preconceitos descabidos difundidos em nossa sociedade atual.

    Partimos da premissa de que um povo sem origem é um povo perdido, em busca de identidades e raízes e que talvez essa divulgação possa voltar os olhos modernos para a valorização da cultura brasileira em sua enorme riqueza.

 

    Ahteia traz a possibilidade de uma história transparente poetizada em forma de espetáculo onde cada origem torna-se uma pequena mostra do que se tornou hoje na cultura brasileira e de sua gratidão enorme aos antepassados.

 

                            


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